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Mais Mulheres Por Favor

27
Mar18

[LIVROS] | Estar em Casa

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O mais recente livro de Adília Lopes chegou-me às mãos juntamente com Bandolim já que as saudades eram tantas que um só livro não bastava - Dobra está a aguardar pela Feira do Livro de Lisboa, onde conto comprar mais livros de poesia escritos por mulheres para dar continuidade ao #lerpoesia.

 

Estar em Casa tem um título auspicioso, contudo fiquei muito decepcionada quando constatei que tinha tão poucas páginas (falha minha que não consultei a ficha técnica). Menos de 100 páginas é pouco para saborear a escrita de Adília, algo que só ultrapassei porque li Estar em Casa com um dia de diferença de Bandolim, então, foi como se tivesse lido um só livro que podia continuar a ler todos os dias até ao fim dos tempos, já que Adília é inesgotável.

 

Apesar do número reduzido de páginas, Adília Lopes continua a deliciar-nos com aquilo que sabe fazer tão bem: deixa-nos de sorriso no rosto, numa tranquilidade, paz e seneridade tão características, que podíamos reconhecê-la de olhos fechados.

 

Só gosto das pessoas boas

quero lá saber que sejam inteligentes artistas sexy

sei lá o quê

se não são boas pessoas

não prestam

 

Escreve poemas, pequena

escreve poemas

e come chocolates

e que os poemas

sejam como chocolates

 

"Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates."

Fernando Pessoa

 

21
Mar18

[LIVROS] | Bandolim

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Hoje, Dia Mundial da Poesia, voltamos em grande ao Projecto #lerpoesia. Este mês haverá opinião de dois livros para compensar a minha falha em Fevereiro, ambos de Adília Lopes (pseudónimo literário de Maria José da Silva Viana Fidalgo de Oliveira), da qual já estava a morrer de saudades. Em 2017, li pela primeira vez Adília (Manhã) e fiquei completamente apaixonada por esta poetisa, cronista e tradutora portuguesa.

 

O estilo de Adília Lopes é inconfundível mas também difícil de classificar. Os seus livros não se fazem apenas de poemas, mas são pura poesia. Reflexões, memórias, poemas, palavras, citações. De uma simplicidade e genialidade ímpares, Adília desarma-nos e deixa-nos de sorriso nos lábios. Quando leio os seus livros, fico sempre cheia de vontade de lhe dar um abraço e a desejar que seja da minha família.

 

Já andava a namorar este Bandolim desde que terminei o Manhã mas fui resistindo. Até que, numa ida à Fnac de Santa Catarina num sábado chuvoso, lhe peguei e li quase 50 páginas de enfiada. Uns dias depois estava a encomenda feita e o livro nas minhas mãos. Não conheço a obra toda de Adília Lopes, mas Bandolim é, em termos estruturais, semelhante ao Manhã, por isso lê-lo foi como regressar a casa, tão bom.

 

Se ainda não conhecem esta magnífica mulher e a sua escrita, não esperem mais. Precisamos de mais Adília nas nossas vidas.

MODUS OPERANDI

Nunca consegui escrever nada com projectos, planos, programas, esquemas, prazos. Grão a grão, verso a verso, enche a galinha o papo. Pôr o carro à frente dos bois. Assim é que funcionou para mim.

 

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