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Mais Mulheres Por Favor

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03
Jan19

[LIVROS] Portuguesas com M Grande

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Não é novidade para ninguém que nas páginas da História a maioria dos intervenientes é do sexo masculino. Também não é novidade para ninguém que ainda hoje se luta para que as mulheres tenham os mesmos direitos que os homens, apesar de grandes conquistas já terem sido realizadas. A História encarregou-se, de facto, de destacar os feitos dos homens e atenuar, ou mesmo ignorar, os das mulheres. Ainda assim, houve marcas que não foram completamente eliminadas e que vão sendo recuperadas e divulgadas, para que saibamos mais sobre as mulheres que há dezenas e centenas de anos lutavam pela igualdade de direitos das mais diversas formas. Graças a este movimento, que vai crescendo a olhos vistos, vão surgindo cada vez mais livros que divulgam os seus nomes e relatam os seus feitos, para que saibamos que, a par dos homens do passado e do presente, houve e continua a haver mulheres revolucionárias e pioneiras. Para que saibamos que não há impossíveis e que podemos ser o que quisermos, se assim o entendermos.
 
Quando li Histórias de Adormecer para Raparigas Rebeldes (vol. 1), fiquei com imensa pena que não tivesse sido incluída nenhuma mulher portuguesa, apesar de Helena Morais Soares ter ilustrado a ativista sul-africana Miriam Makeba e a artista mexicana Frida Kahlo. Julgo que no vol. 2 a situação se mantém, havendo outra ilustradora portuguesa, Joana Estrela, responsável pela ilustração da astrofísica Sara Seager e da ativista norte-coreana Yeonmi Park. Assim, quando surgiu a notícia de que seria publicado Portuguesas com M Grande soube imediatamente que tinha de ser meu.
 
Foi, de facto, maravilhoso ficar a conhecer a história de tantas mulheres portuguesas incríveis, que se destacaram em diversas áreas. Algumas conhecia relativamente bem, outras, confesso, desconhecia por completo. Apesar das biografias deste género de livros serem, naturalmente, muito abreviadas, achei o trabalho de Lúcia Vicente mais completo que o habitual e o tom da sua escrita fabuloso. As ilustrações são lindíssimas, todas da autoria da ilustradora Cátia Vidinhas. Das mulheres que podemos encontrar neste livro, gostei particularmente de conhecer/reencontrar Carolina Beatriz Ângelo, a primeira mulher da Europa Ocidental a votar, em 1911; Branca Edmée Marques, que se doutorou na Sorbonne, em Paris, sob a orientação de Marie Curie, em 1935; Ana de Castro Osório, que publicou, em 1905, o primeiro manifesto feminista português Às Mulheres Portuguesas; Maria de Lourdes Pintasilgo, a segunda mulher europeia a chefiar um governo (durante 100 dias, num governo de transição), em 1979; Bárbara Virgínia, a primeira realizadora portuguesa de cinema, que realizou a sua primeira longa-metragem em 1945; Maria De Lourdes Sá Teixeira, a primeira mulher portuguesa a obter o brevete de piloto, em 1928.
 
É impossível não terminar esta leitura de coração cheio. Recomendo muito. Podem comprá-lo aqui e ainda recebem um saco de oferta.
 
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