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Mais Mulheres Por Favor

07
Mar18

[LIVROS] | Jane Eyre

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Jane Eyre, de Charlotte Brontë, foi a leitura do Clube dos Clássicos Vivos para os meses de Janeiro e Fevereiro. Vamos discuti-lo no dia 17 de Março, em Sintra, por isso, ainda vão mais do que a tempo de o ler e aparecer por lá. Os encontros do Clube são sempre uma animação e uma experiência de partilha e troca de opiniões incrível.

 

Esta escolha agradou-me desde o início por dois motivos, por ser um grande clássico escrito por uma mulher e por já se encontrar na minha estante (por ler) há demasiado tempo. Apesar do meu entusiasmo inicial, não estava à espera de gostar tanto desta leitura. Acredito que o li na fase certa da minha vida, já que este livro me serviu de refúgio durante um dos meses mais difíceis de sempre. De cada vez que lhe peguei, senti-me a mergulhar nesta história, como se seguisse Jane a cada passo, nada mais havia à minha volta, foi um verdadeiro bálsamo para a vida real.

 

Creio que este clássico desperta sentimentos mistos nos leitores, há os que o adoram e os que não se arrebatam com Jane e toda a história acaba por lhes passar um pouco ao lado. O facto deste livro ter tido a capacidade de me absorver por completo, fazendo-me sentir cada dor e cada momento de felicidade de Jane Eyre como se fossem meus, fez com que tudo me parecesse perfeito: a escrita (apesar desta edição não ser das melhores), o desenrolar da história e até mesmo os clichés com que nos vamos deparando ao longo desta leitura, que os há, é verdade, no entanto, nem por uma vez me fizeram revirar os olhos, produziram sim em mim uma sensação de conforto.

 

A história que Jane Eyre nos vai contando, na primeira pessoa, desde os tempos em que, em criança, vive na casa da tia e dos primos, local onde nunca foi bem recebida, passando pelo colégio interno de Lowood até se tornar perceptora, está tão bem descrita e articulada a cada capítulo, que a sua fluidez encontra-se realmente próxima da perfeição. Todos estes ingredientes provam-nos inequivocamente que Charlotte Brontë escreveu um romance maravilhoso, que perdura e, sem dúvida, perdurará ao longo dos tempos.

 

Esta foi uma experiência de leitura tão pessoal, íntima e introspectiva que se tornou complexo colocar por escrito tudo o que esta me fez sentir, resta-me apenas acrescentar que Jane Eyre fez-me verdadeiramente feliz e deixou-me cheia de esperança e a transbordar de amor, apesar dos tempos sombrios que estava a viver. Por este motivo, este livro terá para sempre um lugar especial no meu coração e irei, certamente, ficar com os olhos a brilhar de cada vez que o recordar.

 

3 comentários

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    Cláudia Oliveira 11.03.2018

    Atirar com o livro à cabeça dela pq? :D ela é determinada, inteligente, forte...vamos ter uma belo encontro. :D acho que a Sandra também não está a adorar.
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    Bárbara Ferreira 11.03.2018

    Acho-a burrinha! Caída de amores por um tipo que não vale a pena (mas cada um sabe de si, vá), cujo historial de amantes abandonadas e filha ilegítima à qual não liga nenhuma Jane sabe; quando descobre da Bertha, foge só com a roupa que tem no corpo, sem parar para pensar nas consequências que isso trará (burrinha! Ou pelo menos inconsequente, intempestiva - percebo não querer casar com o tipo, mas ao menos que saísse de cena com dignidade); depois vai calhar a casa dos primos, arranja planos para ser professora e cenas - não casa com o primo, até acho bem, ele gostava de outra; lembra-se que ama o tipo que abandonou, até prefere "felicidade a dignidade", embora tenha fugido, capítulos antes, de casar com ele, em nome de dignidade e anti-bigamia; está rica, encontra o Rochester profundamente diminuído, e decide ser, não professora, mas enfermeira dele para o resto dos seus dias... casa-se com ele apenas quando o casamento entre os dois é aceitável, discordo de todas as opções de vida dela, basicamente :/ percebo quem lhe veja força, mas não a encontro
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